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Abril

Usina de Belo Monte é leiloada

Com duração recorde, apenas 7 minutos, o leilão da Usina Hidrelétrica de Belo Monte (PA) foi encerrado dia 20 de abril.  O consórcio vencedor da disputa foi o Norte Energia, formado por nove empresas, entre elas a Chesf.  O consórcio se propôs a vender a energia que for gerada pela usina a R$ 78 por Mwh (megawatt hora), o que representou um deságio de valor 6,02% em relação ao preço inicial.

Dias antes de realizado o leilão, o juiz federal Antonio Carlos Almeida Campelo, da Subseção de Altamira, o havia suspendido.  A liminar havia sido uma resposta a uma das duas ações civis públicas ajuizadas pelo MPF, segundo o qual a construção da usina viola vários dispositivos da legislação ambiental e faltam de dados conclusivos sobre impactos sociais e ambientais no projeto da obra.

Após a confirmação do leilão, indígenas do Parque Nacional do Xingu protestaram.  Um dos protestos foi a paralisação do serviço de travessia da balsa no Rio Xingu operado pelos índios.


PAC desmata 730km² em três biomas

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) desmatou até abril deste ano – de forma legal – 730 km2 de florestas do Brasil, nos biomas Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica.  A área desmatada equivale à metade do município de São Paulo.


Massacre dos Carajás fez 14 anos sem julgamento de responsáveis

Dia 17 de abril deste ano foi lembrado o Massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido no dia 17 de abril de 1996, com a morte violenta de 19 militantes da reforma agrária no Pará.  Até hoje, o caso permanece impune.  Dos 144 acusados julgados, apenas dois foram condenados, o coronel Mário Collares Pantoja e o major José Maria Pereira de Oliveira, mas ambos aguardam, em liberdade, a análise de recurso à sentença.

“O massacre foi um crime emblemático de todos os processos de violência que ocorrem no campo brasileiro.  Foi um crime organizado pelo Estado, que demonstra uma alteração na natureza da luta de classes no campo.  Durante muito tempo, houve disputa por terra entre os camponeses e os jagunços dos grandes proprietários.  A partir de Carajás, houve maior repressão do movimento sem-terra por parte do Estado, que desencadeou o massacre de Corumbiara, em 1995, e Carajás em 1996”, conta Ulisses Manaças, membro da coordenação regional do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), no Pará.

De acordo com ele, de 1985 a 2009, houve 1500 assassinatos no campo entre trabalhadores, lideranças populares, religiosos e advogados dos movimentos sociais.  No Pará, em específico, 686 trabalhadores foram assassinados nos últimos 20 anos.

 

Veja também:

Galeria de imagens Protesto contra construção de Belo Monte

Entrevista: “A certificação é cada vez mais uma exigência do mercado”

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  1. Retrospectiva 2010

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